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January 20, 2015

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Estudos explicam porque animais pretos tem maior dificuldade em encontrar adotantes

Você sabia que cães e gatos pretos em geral tem maior dificuldade em encontrar adotantes ? 

Nesta matéria alguns estudos apontam dados alarmantes e dão teorias sobre a raíz da questão

 

 

Tem sido muito divulgado que animais com mais de 5 anos são os últimos a serem adotados nos abrigos. Mas a cor do pêlo do bichinho também é estigmatizada, principalmente para os animais pretos.

 

Isso acontece tanto para os cachorros pretos que esse fenômeno tem até nome: a “síndrome do grande cachorro preto”. Os abrigos de animais usam o termo SGCP para falar dos grandes vira-latas pretos, quase sempre evitados por possíveis donos. Já os gatos pretos encaram igualmente preconceitos: eles têm menos chances de serem adotados que os cinzas, malhados e brancos e têm sido considerados como “mau presságio” por décadas. Mas qual o motivo por trás disso?

 

 

Síndrome do grande cachorro preto

 

Inúmeras teorias tentam justificar o preconceito contra cachorros pretos, especialmente aqueles mais comuns. Jacque Lynn Schultz, diretor de relacionamento do abrigo ASPCA, disse à revista People que muitos “adotantes” de animais acham os cachorros pretos ameaçadores, por ser difícil identificar suas expressões faciais.

 

Amy Chase, do Abrigo de Animais do Condado de Ohio na Rising Sun, acrescenta que “o cão preto com certeza tem mais riscos de ir para o corredor da morte nos EUA do que um cão amarelo ou marrom”. Enquanto existem poucos dados numéricos para quantificar esse problema, ele tem sido muito explorado por pesquisadores.

 

Um estudo de 2011 feito pela ASPCA revelou que aparência é o fator mais importante para os possíveis donos, para filhotes (29%) e cães adultos (26%); cachorros pretos são listados consistentemente como os menos desejados. Em um estudo de 2010, chamado Cachorros de Abrigo: Fatores decisivos de adoção vs eutanásia, os pesquisadores de Wichita seguiram a trajetória de 1.468 cães disponíveis para adoção e descobriram que cães pretos têm mais chances de serem sacrificados. Enquanto isso, cachorros brancos, amarelos e cinzas têm taxas de adoção maior.

 

Pesquisadores e trabalhadores de abrigos sugerem muitas razões para isso. Possíveis donos de cães podem associar o pêlo preto com maldade ou azar. Cães pretos também têm sido taxados de agressivos e ameaçadores. No folclore britânico, os cachorros dessa cor aparecem nas histórias como “aparições noturnas”, associados com o diabo. Desde O Cão dos Baskervilles de Arthur Conan Doyle a Black Dog Hill de Wiltshire, os caninos de pele preto são considerados “portadores” da morte. Esses cães malvados são muito retratados como maiores que cachorros comuns e “pretos como a noite”.

 

A mídia norte-americana tem uma história parecida envolvendo um cachorro preto. Em “Zoltan, O Sanguinário” (1978), um cão com esse tipo de pêlo é possuído pelo espírito de Drácula e aterroriza todos que encontra. Kolchack e Os Demônios da Noite, um programa dos anos 1970, era protagonizado por um policial com a habilidade de se transformar em um Rottweiler preto, com um enorme pentagrama em volta de seu pescoço e uma carranca onipresente.

 

Porém, os cães pretos enfrentam outro problema: são difíceis de oferecer. Muitos abrigos exibem fotos dos animais em sites para atrair adotantes. Esses cachorros são difíceis de fotografar. Um estudo da Animal Welfare de 1992 apresentou aos participantes fotos de cães de várias cores: 65% deles preferiu aqueles com pelos mais claros. O Anthrozoos publicou um estudo em 2013 que revelou que as pessoas dão notas maiores para cães amarelos que para os pretos nos quesitos agradabilidade, consciência e estabilidade emocional. O mesmo estudo mostra que os participantes consideram cães pretos “menos amigáveis”, baseados apenas numa foto.

 

 

Maldição do gato preto

 

Gatos enfrentam desafios iguais no mercado de adoção, sendo vistos como amaldiçoados há séculos. Apesar de algumas culturas celebrarem o gato nessa cor como um sinal de boa sorte, como no Japão, os felinos são geralmente castigados como um mau presságio.

 

Na Idade Média, quando a igreja europeia começou a acusar mulheres de bruxaria, gatos pretos eram taxados como íntimos de bruxas. Na época da Peste Negra, no século XIV, os gatos mortos em massa. Alguns historiadores especulam que isso contribuiu para a proliferação de ratos e, consequentemente, a propagação das pulgas. O folclore escocês destacou o Gato Sith, que era grande e tinha a habilidade de roubar almas de pessoas mortas. Os escoceses tinham tanto medo de Sith que eles poderiam sentar sobre os familiares falecidos de noite para ter certeza de que o felino não roubaria suas almas.

 

Mitos parecidos foram propagados na América, baseados nos ideais religiosos dos peregrinos. Gatos pretos eram mal vistos, tanto que se alguém era visto com um era severamente punido, ou morto, sob a suspeita de bruxaria. Apesar dessas ideias já terem enfraquecido, são perpetuadas por contos como A Mensagem dos Gatos Pretos e Espere Até Que Emmet Chegue (que tinham gatos pretos sobrenaturais disfarçados de demônios). Essa ideia também é associada ao Dia das Bruxas. Alguns abrigos proíbem a adoção de gatos pretos em outubro, pelo medo de que os felinos sejam usados para brincadeiras do Dia das Bruxas ou, ainda pior, em sacrifícios por aqueles que praticam bruxaria.

 

“Gatos pretos são uns dos mais elegantes e bonitos. Você não vai ter pêlos brancos por toda a casa”, contou ao Chronicle o voluntário Willow Liroff do Abrigo Animal de Oakland. “Mas, por alguma razão, é muito difícil achar lares para eles”. Os abrigos têm feito o melhor para oferecer os gatos nas campanhas de adoção (Preto é o Novo Preto, Adote uma Mini Pantera, Preto Vai com Tudo, De Volta ao Preto), mas não têm tido muito sucesso.

 

Um estudo da UC Berkeley perguntou para 189 pessoas sobre gatos, com base na cor do pêlo. Muitos citaram os gatos laranjas como “amigáveis”, gatos com pêlo tipo casca de tartaruga foram citados como “intolerantes e distantes” e os brancos como “tímidos”. Porém os participantes deram opiniões negativas (ou nem deram opinião) para os gatos pretos. Funcionários de abrigos geralmente divulgam que os felinos dessa cor demoram muito mais para serem adotados, e são os mais frequentemente sacrificados. De forma similar, um estudo de 2002 no Jornal de Ciência Aplicada do Bem-estar Animal descobriu que gatos pretos têm menos chance de serem adotados, somente com base na cor do pelo.

 

Igualdade dos animais

 

O vice-presidente de pesquisas de abrigos da ASPCA, Dra. Emily Weiss, coloca essa disparidade na adoção como mito. “As pessoas podem ver que gatos pretos ficam sobrando, mas isso pode ser porque tem mais gatos pretos nos abrigos”, ela disse ao Today. “Eu acho que algumas crenças são difíceis de mudar, principalmente se alguém tem evidências que tiveram um ou dois cachorros pretos que demoraram para ser doados”.

 

Porém um vasto grupo de pesquisadores e profissionais da adoção sustentam o argumento de que o problema é real. “Por alguma razão, animais pretos não conquistam tanto a atenção das pessoas”, disse a uma afiliada da CNN o profissional da Humane Society Tyler Stover.

 

Outros têm achado meios criativos para acabar com a discriminação de animais. Fred Levy, fotógrafo, lançou o Projeto Cachorros Pretos, uma série de fotos com o objetivo de destacar a beleza dos cães pretos e conscientizar sobre esse preconceito na adoção. A ONG de Boston Resgate de Gatos Pretos oferece um serviço de adoção exclusivamente para gatos pretos, e informa os possíveis donos do seu valor.

 

Animais pretos são, por fim, parte de um problema maior: entre 3 e 4 milhões de gatos e cachorros são sacrificados por ano nos Estados Unidos - quase 50% dos animais de abrigos.

 

 

Fonte > http://www.today.com/pets/puppy-prejudice-are-black-animals-less-likely-be-adopted-4B11204642

 

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